quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

ROMANOS 12. 1





"Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrificio vivo, santo, agradável a Deus:é este o vosso culto espiritual."(Romanos, 12. 1)
Os cristãos romanos entenderam este verso melhor do que o entendemos hoje.

A proposta de Paulo era para que os corpos deles fossem cerimonialmente entregues ao Senhor como oferenda viva. Isto porque eles entendiam que os sacrifícios, em todas as religiões - inclusive a judaica -, preconizavam a morte do animal oferecido aos deuses e ao Deus Vivo.

O Apóstolo lhes propõe a continuidade da vida, sem que a vida lhes pertença mais.

O sacrifício cristão não é perda, é cerimônia de reconhecimento pela obra da salvação. Como cristãos "da vez", será que já participamos desta cerimônia? Já?

Podemos dizer que está na moda "ser cristão". Mas quando o assunto é encarar o senhorio de Cristo tanto sobre os nossos projetos futuros quanto sobre nossas vontades imediatas, a realidade é outra, e servos autênticos, não ocasionais, parecem "coisas do outro mundo". Até quando nós, pretensiosos cristãos, insistiremos em dirigir as nossas vidas acreditando que, se o Senhor está conosco, está assentado co-pilotando- as, porque delas não abriremos mão?

Na vida cristã, nenhum relacionamento - seja com Pai ou com outros cristãos - será saudável enquanto perdurarem nossos conceitos terrenos. Não sabemos e nunca saberemos andar sozinhos. Nenhum de nós é capaz de achar a direção se não calar a voz interior e escutar a exterior, a que vem do Alto.

Precisamos assistir o Senhor agir como Senhor dos nossos dias, Guia dos nossos passos e Dono da única bússola norteadora de almas. Precisamos entender que sem ouvir o que Ele diz, qualquer resolução ou direção que tomarmos não passará de palpite. Chega de jogarmos sorte sobre nós mesmos e sobre as pessoas! É hora de ouvir o Senhor e ignorar nosso enganoso coração.

Quantas vezes não fomos surpreendidos, e até traídos, pelo coração? Quantos, neste exato momento, não desejariam dormir e nunca mais acordar, por causa da desesperança que a "noção das coisas" nos mostra, sem solução? Quantas lágrimas já enxugarmos hoje, e quantas ainda choraremos? - Ah, quantas poderiam ter sido evitadas!

A vida que temos, temo-la por "empréstimo". Enquanto não decretarmos a falência das tentativas individuais, que fragilizam o nosso espírito, não seremos capazes de ouvir o que nos diz o Senhor.

Sem o posicionamento de não nos pertencermos mais, não chegaremos a lugar algum... e o pior, jamais nos sentiremos felizes diante do presente, nem guardados por Ele diante do futuro.

SEMPRE JERUSALÉM. BOM DIA!!!!!!!!! !!!!!!!!! !!!!!!!!!MUITA PAZ!!!!!!!!! !!!!!!!!! !!!!! MÁRCIO PANDA