terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sexo antes do casamento une mais?



Queridos,
Na minha pequena experiência de vida, digo a vocês que sexo não é namoro e nem
casamento e sim fruto do amor, pois o amor é algo que vem do seu coração, de um olhar, de um toque, de uma preocupação, de uma atenção. Enfim o verdadeiro amor é aquele inesperado e que nem sempre temos a oportunidade de nos entregar por medo de preconceitos,o que não deveria acontecer.
Sexo é produto do que vem depois, é o segundo plano do amor, pode parecer esquisito do que falo,mas, aquele que pensa primeiro no sexo terá um namoro e um casamento fracassado.

Pensem nisto, Amor é um olhar profundo no sentimento e no desejo do outro.









Sexo antes do casamento une mais?

Não será uma maneira de nos conhecermos melhor?
Se o amor físico fosse da ordem da técnica, uma experiência preliminar seria imprescindível. Mas não é nada disso: o sucesso sexual depende em primeiro lugar da qualidade do amor e da relação. É urgente aprender a amar, e não a "fazer amor". Longe de preparar o amor enquanto dom, as relações sexuais antes do casamento podem pelo contrário ser fonte de feridas para um e para o outro.

Com efeito, os carinhos sensuais precipitam a evolução da relação porque criam muito rapidamente uma exigência de vida em comum. É então muito mais difícil pôr em questão a sua escolha e, eventualmente interromper a relação. Acontece também que a vida sexual esconde, no casal, a expressão da ternura e a construção da comunicação: a linguagem dos corpos substitui muito depressa o diálogo em profundidade. Como ainda não há compromisso, pode-se também experimentar um medo de se dar a alguém que não nos acolhe na totalidade ou que não estaria em condições de assumir a vinda de um eventual filho.

Por outro lado, não ter relações sexuais antes do casamento fortifica a castidade. A castidade, que manifesta o sentido profundo que tenho da minha dignidade, é igualmente um respeito pelo outro, na sua diferença e no seu direito a ser ele mesmo; é uma renúncia a toda idéia de poder sobre o outro e a aceitação do seu consentimento necessário. A castidade é também transparência, permitindo ao corpo ser sinal não equívoco, mas puro do amor.

Ela é, enfim, uma reserva para realizar a totalidade do dom: a mulher dada totalmente ao seu marido é casta. O jovem que se reserva para aquela a quem dará tudo, é casto. A virgindade já não é, de fato, um valor muito cotado. No entanto, é o que muitos quereriam possuir no dia em que fazem a descoberta do "grande amor", do "amor da sua vida".
A castidade é, verdadeiramente, o entusiasmo de um amor que se quer dar totalmente no respeito profundo do outro.
Por isso, ela é, e permanecerá sempre uma virtude moderna.

Comunidade Shalom
www.comunidadeshalom.org.br
25/08/2005 - 11h45


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Hugo Moura

"O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção" Is 61,1